Macroeconomia do governo Lula e suas alternativas? quais são os caminhos possíveis?:

A Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, em parceria com o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon/MG), realizou no dia 02 de agosto, um debate sobre “ Macroeconomia do governo Lula e suas alternativas – quais são os caminhos possíveis? O evento aconteceu no auditório da sede do Corecon/MG – Rua Paraíba,777 – Bairro dos Funcionários, em Belo Horizonte (MG), das 9h30 às 18h30.

A chegada ao poder do presidente Lula e do PT marca um momento importante na trajetória da esquerda no Brasil. O discurso macroeconômico da equipe de governo, entretanto, foi marcado, nestes quatro anos, pela descrição das decisões macroeconômicas como eminentemente “técnicas”; não se colocou em momento nenhum em discussão a possibilidade de opções e de escolhas e das perdas e ganhos das diferentes parcelas da sociedade face às diversas alternativas. Ao contrário, esta gestão caracterizou-se pela afirmação de que não há outros caminhos a trilhar na área macroeconômica senão aqueles iniciados pelo governo FHC, de manutenção do superávit primário a qualquer custo, manutenção dos juros altos por um Banco Central na prática independente, flexibilização da legislação trabalhista e priorização aos investimentos feitos pelo setor privado. A diferença do governo Lula se daria então necessariamente em programas específicos como o Bolsa-Família, e na política externa com a mudança de posição a respeito da Alca e a intensificação das relações com África, China e Venezuela, já que quanto à macroeconomia não haveria nada a ser mudado.

Este seminário objetivou questionar em nível macroeconômico a gestão Lula e, discutir a existência de possíveis alternativas de política econômica no atual contexto, com particular foco na questão do crescimento com distribuição de renda.

Estavam presentes os economistas Márcio Pochmann e Ceci Juruá, para falar sobre a “Macroeconomia do governo Lula”. Os economistas Marcelo Paixão e Cláudio Salm abordaram o tema “Gasto social, distribuição e focalização de Políticas Públicas como ações afirmativas”. E ainda, o antropólogo, Alfredo Wagner, e o economista Aécio Alves de Oliveira trataram do tema “Qual o desenvolvimento possível?”.

Durante o evento foi elaborado um documento para ser encaminhado aos candidatos à Presidência da República, no qual faz críticas ao modelo econômico atual, propondo mudanças na política econômica.

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