O documento apresentado ao presidente do BNDES traz diversas recomendações ao banco nas áreas de transparência (pede-se a formulação de uma Política de Informação Pública – para a qual criou-se um grupo de trabalho interno no banco em 2006), controle social (ampliação do Conselho de Administração e informações sobre financiamentos para populações locais), observação de novos critérios no ciclo de investimentos (grau de formalidade dos empregos gerados; redução de desigualdades de gênero e raça; restrições de crédito a empresas que emitem poluentes que alteram o clima), além de medidas para se corrigir desequilíbrios regionais (nos últimos 10 anos, 59,5% dos desembolsos do banco ficaram com o Sudeste, em particular São Paulo), entre outras (para íntegra: imprensa@ibase.br).
Além de aceitar o convite para o debate público dia 8, Coutinho comprometeu-se a criar grupos intersetoriais para se discutir as políticas de financiamento para etanol, hidrelétricas, saneamento, integração regional e papel e celulose (áreas mais sensíveis desde o ponto de vista sócio-ambiental). O BNDES deverá avaliar outras demandas de curto prazo, como a publicação no site da instituição dos projetos financiados pelo banco, como um gesto de transparência. “O objetivo é reforçar a dimensão social do banco em suas políticas de financiamento e desenvolvimento, bem como o diálogo da instituição com a sociedade civil. Coutinho mostrou-se interessado no diálogo”, avalia João Roberto Lopes, coordenador do Ibase.
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