Movimentos, rede e ONGs pedem reorientação nos financiamentos do BNDES durante Assembléia Geral da Rede Brasil:
ONGs pedem novos critérios sociais, ambientais e trabalhistas n
Um grupo de 27 instituições da sociedade civil reunidas na Plataforma BNDES (formada para monitorar socialmente o banco, entre elas o Ibase e a Rede Brasil Sobre Instituições Financeiras Multilterais) entregou ao presidente do banco, Luciano Coutinho, no último dia 9 de julho, no Rio, um documento com recomendações nas áreas de transparência, controle social, critérios sociais, ambientais e trabalhistas para investimentos, além de políticas setoriais ( como etanol e energia). Coutinho aceitou o convite para debater publicamente o documento – que faz parte da retomada do diálogo de organizações sociais com o banco iniciado em 2005 -- no próximo dia 8 de agosto, durante Assembléia da Rede Brasil, que acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de agosto, em Brasília. Durante a abertura da Assembléia será feito um resgate histórico da Rede Brasil e uma apresentação sobre os "desafios do desenvolvimento". Será  discutido questões sobre a crise  atual das IFMs, o fortalecimento do papel  do BNDES na região e a necessidade de democratizá-lo, como também a proposta de criação do Banco do Sul como (ou não) alternativa de financiamento ao desenvolvimento. Outras questões internas serão debatidas  também durante a Assembléia Geral.

O documento apresentado ao presidente do BNDES traz diversas recomendações ao banco nas áreas de transparência (pede-se a formulação de uma Política de Informação Pública – para a qual criou-se um grupo de trabalho interno no banco em 2006), controle social (ampliação do Conselho de Administração e informações sobre financiamentos para populações locais), observação de novos critérios no ciclo de investimentos (grau de formalidade dos empregos gerados; redução de desigualdades de gênero e raça; restrições de crédito a empresas que emitem poluentes que alteram o clima), além de medidas para se corrigir desequilíbrios regionais (nos últimos 10 anos, 59,5% dos desembolsos do banco ficaram com o Sudeste, em particular São Paulo), entre outras (para íntegra: imprensa@ibase.br).

Além de aceitar o convite para o debate público dia 8, Coutinho comprometeu-se a criar grupos intersetoriais para se discutir as políticas de financiamento para etanol, hidrelétricas, saneamento, integração regional e papel e celulose (áreas mais sensíveis desde o ponto de vista sócio-ambiental). O BNDES deverá avaliar outras demandas de curto prazo, como a publicação no site da instituição dos projetos financiados pelo banco, como um gesto de transparência. “O objetivo é reforçar a dimensão social do banco em suas políticas de financiamento e desenvolvimento, bem como o diálogo da instituição com a sociedade civil. Coutinho mostrou-se interessado no diálogo”, avalia João Roberto Lopes, coordenador do Ibase.

Veja o documento da Plataforma BNDES completo

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