Após derrotar a
ALCA, que foi expressa na mobilização popular na Cúpula
dos Povos, em 2005, na Argentina, os movimentos políticos
sociais do continente, principalmente da América Latina,
confrontaram-se com uma oportunidade histórica de construir
alternativas políticas, econômicas e sociais ao projeto
de dominação que implicava.
Dada a evolução
política da região, que tem sido um impulso positivo
para os povos, o governo dos E.U. tem multiplicado os seus esforços
com o objetivo de não se perder o controle continental, por
isso torna-se central a sua estratégia de impor o livre
comércio, a democracia liberal e de controle militar
hemisfério. Além disso, os países da União
Européia e de outras potências mundiais, que
compartilham a política e o modelo proposto pelos Estados
Unidos, na tentativa de avançar com os tratados de livre
comércio na América Latina.
Esta situação
coloca-nos de frente aos novos desafios: enfrentar o roubo do nosso
patrimônio natural, que é apresentada como "a
integração" da energia, infra-estrutura etc,
através de mega-projetos como a IIRSA, compra das terras do
Aquífero Guarani, entre outros. Por sua vez, somos
confrontados com o pagamento das dívidas externas ilegítimas
dos nossos países através da remoção da
qualidade de verdadeiros credores (a dívida ecológica,
histórica, econômica e cultural).
Frente a este cenário
que se aprofunda com as contradições da nossa região,
os movimentos sociais da região do Cone Sul da Aliança
Social Continental propõem debater uma proposta alternativa de
construir um processo de integração política e
social, tais como a ALBA e os Tratados de Comércio dos Povos
(TCP) impulsionada pelos povos venezuelanos e bolivianos. As
alternativas que hoje construimos devem incluir os povos que
encontram-se em nosso território, respeitando as nuanças
e riqueza da nossa própria diversidade cultural.
Estamos determinados a enfrentar as políticas neoliberais. Desta maneira, os movimentos sociais da região do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai, Venezuela, Bolívia e Chile), irão realizar na cidade de Posadas (Missões , Argentina), nos dias 27, 28 e 29 de junho de 2008, a Cúpula dos Povos do Sul para debater as propostas e ações relativas à integração dos povos.
Veja a programação
abaixo:
Abertura - sexta-feira
(27 de junho) às 19h - Boas-vindas às delegações.
Festival Cultural dos Povos da Região - sábado
(28 de junho) das 8h às 19h.
Inicio das atividades:
Fóruns e workshops organizados por movimentos sociais,
trabalhadores, camponeses, indígenas.
Temas a
desenvolver:
Reforma Agrária;
Soberania Alimentar;
Energia;
Indústria Alimentar;
Patrimônio
Natural - Água (Aqüífero Guarani) - Mineração;
Financiamento - Banco do Sul - Banco da ALBA;
Trabalho -
Política - Cidadania
Militarização –
Segurança - As leis anti-terroristas;
Saúde;
Cultura
- Formação – Educação - Comunicação
Popular.
Assembléia dos Povos - domingo (29 de junho)
das 9h às 13h
Conclusões - Declaração
Final.
Festa popular – Declaração final
Mais
informações:
http://www.cumbredelospueblos.org/
info@sidelospueblos.org.ar

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