CONVITE - Oficina Regional
O Financiamento do Desenvolvimento: o papel das Instituições Financeiras Multilaterais e do BNDES no Centro-Oeste
Construindo Alternativas e o Controle Social
Data: 4, 5 e 6 de julho de 2008
Local:
Instituto
Jesus Crucificado
Rua 95 nº 84, Setor Sul, Goiânia - GO
(Em frente Hospital Santa Helena).
A região Centro-Oeste do Brasil tem sido, desde a década de 60, considerada o “celeiro do Brasil”, recebendo grandes investimentos visando ampliar a produção agrícola e pecuária, colocando em risco o equilíbrio ecológico e social desta região. Tal modelo de desenvolvimento exige e continuará exigindo um novo desenho na infra-estrutura regional o que provoca uma desestruturação territorial e conseqüentemente um aumento dos conflitos socioambientais. Essa crise tende a se agravar caso se concretize os projetos previstos na nova matriz agroenergética.
A realidade do Centro-Oeste está diretamente relacionada com o modelo de financiamento do desenvolvimento. Instituições Financeiras Multilaterais (IFMs) como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Grupo Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em conjunto com as transnacionais, vêm historicamente promovendo a implementação de políticas neoliberais de abertura financeira e comercial, bem como para a mercantilização da vida. Além de impor a priorização de projetos voltados para a exportação e limites aos gastos sociais a fim de garantir orçamento para os serviços da dívida, acordos desse tipo prevêem reformas estruturais, como privatizações e flexibilizações nas leis trabalhistas e ambientais. Para garantir ainda mais os interesses das transnacionais, as IFMs também promovem programas de conexão de infra-estrutura voltados para o livre-comércio, como a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura da Região Sul Americana (IIRSA). O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula, elaborado nesse mesmo contexto, e o atual papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) coloca com ainda mais urgência a necessidade de discutir o desenvolvimento que queremos para o Brasil. As obras previstas na IIRSA e no PAC têm grandes aportes de recursos de IFMs e do BNDES, e são localizados em regiões estratégicas para o país, objetivando viabilizar a integração dos mercados nacional e sul-americano. É para aprofundar a discussão sobre esse modelo de desenvolvimento e fortalecer a construção de alternativas, que convidamos a sua entidade para participar dessa oficina.
Proposta de Programação
Dia 04 (sexta-feira) Abertura
20:00 – Apresentação da oficina, objetivos, agenda e participantes
Dia 05 (sábado) Início de conversa: as IFMs, a IIRSA e o Centro-Oeste
8:00 – 12:00 O que são as IFMs, onde estão e como atuam na definição do modelo de desenvolvimento do País e Região
12:00 - 14:00 Almoço
14:00: 16:00 A Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana (IIRSA)
16:00 - 16:30 Intervalo
16:30 – 18:30 A atuação das IFMs e a IIRSA no Centro-Oeste
Dia 06 (Domingo): Construindo alternativas e o controle social
7:30 Café da manhã
8:00 – 9:30 A importância da ação Coletiva
9:30 - 09:45 Intervalo
9:45 – 11:15 O papel dos parlamentos
11:15 - 12:30 Estreitando laços
- A Rede Brasil, Jubileu Sul e ABONG: áreas de atuação; prioridades; como participar;
- Definindo agenda regional
12:30 Encerramento
13:00 Almoço
Realização: Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais em pareceria com Rede Jubileu Sul e ABONG.
Maiores Informações: Rede Brasil – 61 33216108 f.furtado@rbrasil.org.br
A Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais é uma rede de 80 organizações, rede e fóruns da sociedade civil e movimentos sociais, fundada em 1995 com o objetivo e acompanhar e intervir em questões relativas às ações de Instituições Financeiras Multilaterais (IFMs) no Brasil, tais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Rede Brasil também monitora as ações de agentes financeiros nacionais como o BNDES.
A rede Jubileu Sul / Brasil, é a continuidade da campanha internacional do Jubileu 2000 - Por um milênio sem dívidas! Uma coalizão de igrejas, sindicatos, organizações não governamentais e cidadãos que entendem que o processo de endividamento dos países do Sul Global é injusto e está inviabilizando sua existência e sobrevivência.
A ABONG nasce em 1991 com o intuito de conformar um campo de organizações voltadas para o fortalecimento da identidade de organizações não governamentais comprometidas de forma ampla com a luta pela radicalização da democracia, pela universalização dos direitos, pelo combate à pobreza e a todas as formas de discriminação e exclusão. Ao longo de seus 16 anos de vida, a Abong se constituiu como ator político coletivo, referência para os mais diferentes agentes sociais: o Estado, entidades da cooperação internacional, demais organizações da sociedade civil, a gama diversa de movimentos sociais e mesmo a sociedade difusa.

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