Oficina:
Integração e Desenvolvimento
Local:
Fórum Social Mundial das Américas – Caracas Venezuela
Data:
25 e 26 de janeiro
Organização:
GT Integração Rede Brasil, FBOMS, REBRIP, Rede
Brasileira de Justiça Ambiental,
Organizações
parceiras: Aliança Social Continental, Jubileo Sul, Frente de
Parlamentares Inter-americanos
Apoio:
Action Aid Americas
Apresentação:
A
integração regional foi enunciada como prioridade da
política externa de vários países da América
do Sul, principalmente Brasil, Argentina e Venezuela. Nesses
governos foram anunciadas medidas significativas para a integração
regional, como a formação da Comunidade Sul-Americana
de Nações, a Alternativa Bolivariana para las Americas,
a futura adesão da Venezuela e Bolívia como membros
plenos do Mercosul e a ampliação de obras de integração
da infraestrutura. Esse período deve ser aproveitado pelas
organizações da sociedade civil no sentido de
demarcarmos interesses mais amplos, que não podem ser
ignorados. A ação coordenada dos nossos Governos só
se justifica se estiver voltada para a gestação de um
novo projeto de integração e desenvolvimento. Um
projeto voltado para a geração de empregos
qualificados, a distribuição de renda, o ampla acesso à
terra, aos serviços essenciais e bens culturais e o respeito
ao meio ambiente.
Desde janeiro de 2003, o governo brasileiro implementa na América Latina e no Caribe uma agenda de ações para tornar a região um espaço geopolítico e econômico, sob a liderança do Brasil, com algum poder de barganha ante os três principais blocos econômicos já desenhados no espaço mundial: o Nafta, a União Européia e um bloco asiático encabeçado pela China e Japão.
Esta lógica, porém, passa ao largo das organizações da sociedade e se restringe aos mesmos círculos potentados, que no passado recente produziram grandes obras em série, com enorme impacto ambiental, sem que se tenha alterado a exclusão estrutural de enormes faixas da população. Um exemplo é a Iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), que desenvolve projetos na área de energia, transportes e comunicações e que pretende ser o novo marco ordenador e especializador do espaço continental. A IIRSA foi estabelecida em 2000, durante o governo FHC, e prosseguiu na presidência Lula. Suas obras atendem principalmente ao complexo do agronegócio que precisa dos portos do Pacífico para exportar sua produção aos mercados ascendentes da China. Esses grandes projetos – estradas, canais, gasodutos – com freqüência atravessam reservas naturais ou comunidades indígenas e tradicionais, sem levar em conta as necessidades específicas dessas pessoas e dessas regiões. A iniciativa conta com financiamento público de órgãos como BNDES, Corporación Andina de Fomento, Fonplata, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que também coordenada tecnicamente a iniciaitiva.
Devido
a sua força política e econômica, o Brasil tem um
papel hegemônico no processo de integração, tanto
pela ação governamental quanto pela atuação
transnacional das empresas brasileiras. Empreiteiras como Odebrecht e
grupos agrícolas como Maggi são alguns dos
participantes mais ativos da IIRSA. Empresas brasileiras investem em
diversos países sul-americanos em campos diversos: bebidas,
construção civil, energia, mineração. O
mesmo ocorre com as estatais, em particular a Petrobras, que é
alvo de críticas dos movimentos sociais bolivianos e
equatorianos.
Um
modelo alternativo de integração regional precisa
incorporar as demandas e a participação dos novos
atores da democracia, como os movimentos indígenas e de
comunidades tradicionais, ambientalistas e os sindicatos. Essa
abordagem deve ir além do comércio e incorporar
políticas de regulação dos monopólios e
de proteção contra o comércio desleal,
cooperação na área social, com ganhos para
educação, saúde e temas semelhantes,
desenvolvimento de novas especializações em setores de
alto valor agregado, com base no acúmulo de capacitação
tecnológica e na formação de núcleos
endógenos de inovação.
Nesse
seminário, pretende-se abordar a política de integração
continental, do ponto de vista da exclusão de gênero e
raça, dos impactos socioambientais, da dívida externa e
da soberania, do papel dos parlamentares nesse processo, e da relação
com os tratados de livre comércio.
Objetivo:
Substantivar
o debate sobre a alternativa de integração continental,
construindo um marco de qual integração econômica
e física interessa aos povos países sul-americanos e
latino-americanos, ou seja, sobre qual seria nossa concepção
de planejamento territorial, quais encadeamentos econômicos
almejamos, com que instrumentos, atores e estratégias.
Data:
25 de janeiro de 2006
MESA I: Processos de Integração e desenvolvimento na América Latina: Desafios e Oportunidades para a Construção de Alternativas
Essa mesa de abertura tratará de discutir a força que vem ganhando o tema da integração e do desenvolvimento e a forma que vem se impondo na agenda dos governos da região sul americana como também das organizações da sociedade civil, e de como precisamos criticá-lo sob um prima sistêmica, ao mesmo tempo em que também pensamos em alternativas sistêmicas. Trata-se do questionamento frontal da priorização dada à integração econômica sobre a integração sociocultural e a incorporação destas duas na perspectiva do desenvolvimento integrado da América do Sul, orientado pelos valores da eqüidade de gênero, raça e etnia, e do equilíbrio socioambiental.
Palestrantes:
Cristina
Calvo - Caritas da Argentina
Margarita
Florez – ILSA Colômbia
Deputado
Mario Arias – Deputado do Parlamento Andino
Alberto
Arroyo – Aliança Social Continental
Elias
Jaua - Ministro da Economia Popular (Venezuela)
Coordenador:
Carlos Tautz – IBASE/Rede Brasil
MESA II: Acordos Comerciais e Modelos de Desenvolvimento: Fragmentação ou Integração
Os
acordos comerciais aprofundam as assimetrias,no interior dos países
e entre eles, à medida que programam a alocação
regional de recursos sem mediações públicas ou
nacionais. Na ausência de espaços públicos para
expressar e mediar os interesses das maiorias, processa-se uma maior
privarização e concentração dos fatores
de riqueza. O NAFTA, o CAFTA, o TLC Andino, o Acordo UE-Mercosul e a
ALCA procuram romper e aniquilar as tímidas tentativas postas
em prática na América Latina, de integração
nacional e regional. A imposição de políticas
macroeconômicas recessivas pelas IFIS tem como efeito a
gradativa supressão de qualquer opção de
crescimento endógeno. Por fim, a oferta “generosa” de
créditos e contrapartidas aos nossos países para a
criação de sistemas integrados de transportes,
comunicações e fornecimento energético,
articulados como corredores de exportação, tenta criar
uma situação de “fato consumado” em termos
espaciais, especializando o território unicamente para os
negócios oligopolistas.
Para
rompermos essa concatenação temos que decifrá-la,
identificar os nós que a articulam, denunciar os propósitos
particularistas, anti-nacionais e anti-sociais de seus inspiradores e
executores. Mais do que isso, temos que retomar o conceito de
desenvolvimento sobre bases realmente eqüitativas e
democráticas. Nesse sentido devemos resgatar o papel ativo dos
Estados, e de instancias intergovernamentais, contra o discurso
cínico do “populismo”, da “ineficiência” e da
“corrupção”.
No
caso da América do Sul, o Mercosul, ampliado agora com a
Venezuela, não pode se restringir a um espaço
facilitador para o comércio intra-firma e, subseqüentemente,
para costurar “interesses ofensivos” para que depois se negocie
vantajosamente aberturas setoriais em troca de concessões
profundas em setores estratégicos como NAMA, serviços e
propriedade intelectual. Essa especialização regressiva
de superávits diferenciados( com déficit nos setores de
maior agregação e alta intensidade tecnológica),
é uma versão ainda mais perversa do antigo
“desenvolvimento do subdesenvolvimento”. A Infra-estrutura
regional da América do Sul, projetada pelo BID a partir de
2000, pretende desarticular definitivamente nossas nações
em função dos fluxos (e lucros) comerciais dos
conglomerados econômicos. A IIRSA (INICIATIVA PARA A INTEGRAÇÃO
DA INFRA-ESTRUTURA REGIONAL DA AMÉRICA DO SUL) se apresenta
como marco ordenador e especializador do espaço continental. .
Precisamos construir uma referência inicial, entre organizações
e movimentos sociais, sobre qual integração física
e econômica interessa aos povos sul-americanos, ou seja, sobre
qual seria nossa concepção de planejamento territorial,
quais encadeamentos econômicos almejamos, com que instrumentos,
atores e estratégias.
Palestrantes:
Fátima
Mello – FASE/REBRIP (Brasil)
Sebastian
Valdomir – Amigos da Terra (Uruguai)
Hector
la Cueva – RMALC (México)
Coordenador:
Luis Fernando Novoa – ATTAC/REBRIP (Brasil)
DEBATE
MESA
III "Gênero, Raça e Integração
Regional"
Trata-se
de debater de que modo o processo de integração
regional liderado pelo governo Lula e respaldado política e
financeiramente por organismos financeiros multilaterais e grandes
corporações, amplia e aprofunda as desigualdades de
gênero e raça.
O
Brasil está em crise e sem defesa e, a cada dia, ele se
desprende da responsabilidade com a população e é
organizado para se especializar cada vez mais como uma grande empresa
que pretende se cercar de satélites a serviço do
comércio internacional. É necessário que a
população retome o sentido de Nação,
rompendo com as estruturas internas que perpetuam as desigualdades e
as externas que perpetuam a dependência.
Nesse
contexto vive um continente marcado por duas ideologias: o
patriarcalismo e o racismo. Estas estruturam e aprofundam o fosso das
desigualdades de gênero e raça e, portanto, a exclusão
das mulheres no debate sobre desenvolvimento.
Se
pretende abordar a política de integração
continental, do ponto de vista da exclusão de gênero e
raça, interpelando a esfera do poder político e do
poder econômico.
Considerar
que não se pode falar em Integração sem
reconhecer, ouvir, considerar o que pensa e o que quer, pelo menos a
metade da população habitante dos territórios a
serem impactados.
Reclamar
a participação com poder de decisão, no debate
sobre uma política de desenvolvimento que tem sido decidida
fora da esfera das mulheres, por considerá-las não-sujeitos,
não cidadãs e sim, instrumentos do
desenvolvimento.
Identificar
novos desafios diante da centralidade do mercado e das novas
abordagens para o desenvolvimento.
Palestrantes:
Lilian
Celiberti - Cotidiano Mujer (Uruguai)
Blanca
Escalona – Red Afrovenezolana
COIAB
Coordenação:
Magnólia
Said – ESPLAR/Rede
Brasil
MESA IV: Exploração ou integração: os impactos sociambientais da Integração
O
debate sobre justiça ambiental está diretamente
relacionado com o debate da Integração. O
aprofundamento da transformação da América do
Sul em fornecedora de matérias primas e commodities e
acolhedora de indústrias altamente poluentes e/ou demandantes
de energia barata, conjuntamente com o esforço de certos
países para constituir polos de desenvolvimento industrial
(Brasil, Argentina) envolvem conflitos de pessoas e grupos sociais
atingidos, que clamam por justiça ambiental e por uma outra
integração. Considerando que tais grupos devem estar na
frente de uma denúncia da integração pelo
mercado neo-liberal e de projetos de integração que não
destruam seus territórios, consideramos que nossos
questionamentos sobre a IIRSA deve incorporarar esses grupos e
revelar os impactos e desigualdades sociais que a integração
materializada pela IIRSA provocará.
Palestrantes:
Expositores:
Ivonne
Yanez – Oil Watch (Ecuador)
Coordenador:
Jean Pierre Leroy - Rede brasileira de Justiça
Ambiental
(Brasil)
Debate:
Data:
26 de janeiro de 2006
MESA V: Dívida Externa, IFIs e ALBA: Construindo Alternativas de Integração Soberana e Auditoria Cidadã da dívida
Sandra
Quintela – PACS/Jubileo Sul (Brasil)
David
Abdullah - Oilfield Workers’trade union (Trindad & Tobago)
David
Reyes – Acción Ecológica (Ecuador)
Antonio
Elias – CCEE/Comisión de Auditoria Ciudadana de la Deuda
Uruguai)
Debate
MESA VI: Articulação Parlamentar Regional sobre Acordos Internacionais, Integração e Desenvolvimento
É um momento de diálogo aberto onde serão debatidos como os partidos políticos e a sociedade civil se articulam ou se preparam estrategicamente para enfrentar os temas internacionais que são, em grande medida, estruturadores das políticas nacionais. Esboçar uma avaliação das propostas de integração e desenvolvimento que está sendo pautada pelo Banco Mundial nos países em desenvolvimento. Os parlamentares poderão, também, expor como os tratados internacionais e a formação dos blocos comerciais está sendo abordada nos diversos parlamentos. Quais são as possibilidades e viabilidades de intervenção e as instâncias institucionais estabelecidas para a atuação parlamentar.
Palestrantes:
Deputada
Aurides Mora (Venezuela)
Mario Cafiero (Argentina)
Alejandro
Villamar Calderón (México/Remalc)
Coordenação:
Iara Pietricowski (Rede
Brasil/Inesc)
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Seminário Integração Regional e desenvolvimento – FS Policêntrico
Mesa:
Gênero, Raça, Etnia e Integração Regional
O
continente Sulmericano de um modo geral, vive hoje imerso na
instabilidade de seu crescimento, suas crises econômica e
política e a enorme dívida social e ambiental – de
responsabilidade de governos anteriores –, que passaram por dois
ciclos: o da ditadura, gerando exclusão democrática e o
ciclo neoliberal, gerando exclusão econômica e social.
Esse
Continente enfrenta um debate polêmico sobre Integração,
pautado na centralidade de um mercado globalizado e extremamente
voltado para atender aos interesses do grande capital.
No
meio desta polêmica se encontra o descaso com que são
tratados setores consideráveis da população do
continente: sobretudo, as mulheres, parte da juventude, e o total das
populações indígenas, negras e tradicionais.
Destaca-se
a relevância (ou não) de sua origem racial e étnica
e o sentido dos modelos de integração até então
propostos para esses setores – que podem considerá-los com
suas diferenças e identidades próprias ou
desconsiderá-los, buscando uniformizá-los ou
simplesmente “integrá-los” a uma nova ordem de
desenvolvimento na qual os únicos interesses que valem são
os do mercado.
A
marca do continente sulamericano e, no geral, de toda a América
Latina e do Caribe, tem sido um desenvolvimento desigual,
marginalizante e gerador de pobreza e de exclusão social e
política, imposto de cima para baixo pelos países do
primeiro mundo, com a conivência e apoio das elites locais –
já que atende a seus interesses.
Nossa
latinidade – isto é, nosso “modo de ser”, que envolve
nossa cultura, nossos valores, costumes, práticas e
identidades – tem sido vinculada à idéia de “casta”
inferior, tanto por americanos como por europeus. Essa marca tem sido
alimentada por um perverso modelo de desenvolvimento que leva :
a
ver as pessoas negras (pretas e pardas) como sinônimo de
violência, marginalidade, vício e crime;
a ver os povos indígenas como não-cidadãos, a
serem tutelados pelo Estado;
a
ter mulheres negras e indígenas como meros objetos sexuais
(para uso e abuso local ou para exportação – via
tráfico de mulheres) ou como mão-de-obra barata,
principalmente no trabalho doméstico.
Ou seja, dentro deste modelo de desenvolvimento, estes segmentos,
principalmente as mulheres, só são considerados quando
têm algum valor comercial para o capital.
Nós
não podemos aceitar que essa situação se
mantenha, nem que esse continue sendo o tom dos projetos de
desenvolvimento e de integração que estão sendo
propostos para os nossos países.
É
preciso re-significar nossa latinidade, dá-lhe o sentido
revolucionário e militante que já teve nos anos de 1960
e alimentar nossa auto-estima.
No
caso de nós, brasileiros/as, é preciso que deixemos de
ter vergonha de nos identificarmos como latinos. Devemos afirmar
nossa cultura e nossa língua, mesmo que elas evidenciem nossas
raízes de um país colonizado e nossos lugares sociais
historicamente definidos (por europeus e americanos) como inferiores.
Esse
é o primeiro passo para estarmos num movimento de convergência
com nossos companheiros/as de outros países, discutindo
possibilidades sustentáveis e autônomas para o nosso
continente.
Por
outro lado, caberia também às organizações
dos outros países, o reconhecimento de quem no Brasil tem se
colocado com uma postura solidária e respeitadora dos povos do
continente.
A
sociedade civil organizada brasileira tem toda uma motivação
para um outro tipo de articulação entre países;
o Movimento HIV-AIDs e o Moviemnto de luta pela terra são
exemplos disso, além do nosso esforço na comunicação
em termos de língua.
Aqui
quero fazer um parêntese para uma reflexão, uma
provocação. Vimos há muito falando de
“integração”, discutindo, propondo... melhor,
contrapropondo em cima das propostas de políticas de
determinados governos, que nós sabemos muito bem, que atendem
aos interesses das grandes corporações internacionais.
Questionamos
o viés da integração, mas não uma
proposta de aproximação entre países.. Quantas
vezes paramos para pensar o que significa a própria idéia
de integração? No que ela consiste?
Gente,
“integração” é incorporação,
adaptação, acomodação. É “ajustar”
algo menor (minorias) a algo maior, superior. Neste sentido,
integração é identificação com
determinados interesses e valores, para a constituição
de um sistema ou modelo único, onde são perdidas as
características individuais, principalmente daqueles que menos
poder político e econômico têm.
Alguns
governos têm dito que a política de Integração
Regional definida, vai possibilitar um maior desenvolvimento para o
continente. Mas de que desenvolvimento eles estão falando?
Quem será beneficiado?
Ora,
só se pode desenvolver algo, se todas as partes estiverem
envolvidas e de forma equânime. Ou seja, não se pode
pensar desenvolvimento desvinculado de envolvimento.
Por exemplo: um relacionamento só cresce quando as partes
estão envolvidas, respeitando suas individualidades, seus
desejos, suas culturas e suas necessidades. Quando não é
assim, ele vai murchando, porque acaba sempre, um anulando o outro.
Da mesma forma acontece entre países: para haver
desenvolvimento regional é preciso que haja um envolvimento
entre as Nações de modo que sejam consideradas suas
peculiaridades, suas diferenças, sua composição
étnica, racial, econômica, social e territorial. Se não
for assim, não vai haver desenvolvimento e sim incorporação.
E incorporação é vampirismo.
Nos
nossos países, por exemplo, os povos indígenas foram
aculturados e, por isso foram deculturados, ou seja, perderam a sua
cultura. É a mesma coisa.
Penso
que, diante disso, precisamos discutir e propor, não um
projeto de integração, mas um projeto de autonomia –
econômica e política –, mas de forma articulada entre
os nossos países, onde haja interação e
pactuação, e não incorporação,
sujeição.
É
preciso defender uma articulação entre países,
em que não precisemos estar negociando nossas identidades nem
estarmos organizados como região de categoria inferior, para
atender a interesses de países imperialistas.
Eu,
como feminista, entendo – e acredito que este é pensamento
dos movimentos de mulheres no nosso continente, inclusive os
movimentos de mulheres negras e indígenas, que sempre tiveram
um vínculo muito forte com a esquerda e com o projeto
socialista de sociedade – que a América do Sul necessita
afirmar uma identidade nova no cenário mundial.
E essa afirmação não se faz pela via da
integração e sim pela via da ruptura com um modelo de
integração que caminha para se assemelhar ao modelo
dominante de sociedade em que somente as pessoas brancas e ricas (com
os homens no topo) têm poder e, portanto, somente estas decidem
sobre o destino do continente.
Necessitam
ser criadas as condições de ruptura com a base social
de sustentação de uma ideologia que oprime e sufoca; a
mesma que tenta viabilizar os acordos de infra-estrutura e de
comércio.
Não
devemos discutir Integração deslocada da realidade
social do continente. Devemos politizá-la e enfrentá-la.
Para tanto, temos que desconstruir imediatamente este conceito que
começa a se instalar nas nossas mentes, por diversos
mecanismos e vai se alojando no nosso discurso de forma sutil e não
reflexiva.
Particularmente,
eu não acredito numa visão de desenvolvimento com base
na política de integração proposta, e sim numa
visão que parta de um envolvimento, em base a uma política
que incentive processos internos que fortaleçam as
identidades, os saberes e as potencialidades, pari pasu a uma
articulação entre países inovadora e não
negociadora de identidades, de espaços e de produtos para
atender a interesses escusos.
Caso
contrário, jamais haverá desenvolvimento e sim
Integração, que é a incorporação
do mais fraco pelo mais forte. E, incorporação é
vampirismo.
O
caminhar de muitas décadas, as lutas, os sofrimentos, as
conquistas, as vidas tombadas de tantas companheiras e companheiros
revolucionários, não podem agora, ser entregues na
bandeja da representação máxima do poder
imperial.
Precisamos
dar continuidade à construção de um projeto de
interação e articulação de interesses,
valores, culturas, identidades, mas respeitando a autonomia de cada
país, de cada sujeito.
Ao
mesmo tempo, este projeto deve caminhar para a construção
de propostas de desenvolvimento que ofereçam condições
de vida digna para todos e todas e para a erradicação
de todas as formas de desigualdade – de classe, de raça e de
gênero – e onde a liberdade, a democracia, a justiça
social e a ética sejam seus elementos estruturadores.
Venezuela, 25 de janeiro de 2006
Magnólia Azevedo Said
ESPLAR
Acuerdos
Comerciales y modelos de desarrollo: fragmentación o
integracion
Representantes do GT Integração participaram da mesa: “Acuerdos Comerciales y modelos de desarrollo: fragmentación o integracion”.O coordenador da mesa, Luis Fernando Novoa, da ATTAC/REBRIP falou sobre a necessidade de uma aliança com os setores econômicos e sociais. “Mais que um projeto retórico ou principista de integração alternativa, precisamos de um programa sobre o qual se erga um arco de alianças com os setores econômicos e sociais depauperados por uma década de políticas privatistas e aberturistas. Não basta anunciar uma integração adjetivada -- " solidária" ou "justa" – ou substantivada -- "com distribuição de renda" ou "com políticas industriais ativas"-- se não visualizarmos os caminhos, a seqüência, os atores etc. Mercado comum como elemento de atração de investimentos externos ou de cooperação e complementaridade em escala ampliada. Para que queremos um mercado comum afinal. Integração pode alavancar as potencialidades dos países do continente: que potencialidades e que integração. A inserção mundial realmente existente da região é devedora das posições estratégicas ocupadas pelo capital estrangeiro nas cadeias de valor(seu papel no delineamentos dos fluxos de comércio). Se o território pode ser comum para o saque e a exploração, também pode se constituir em trincheira comum de resistência, plataforma para um novo modelo de economia e sociedade”, conclui.
Hector la Cueva, do RMALC, disse que a integração vigente não é inevitável, mas sim um vontade imposta de baixo para cima pelos acordos de livre comércio. “Esses acordos invariavelmente tem caráter assimétrico:O NAFTA foi um grande indutor e multiplicador de assimetrias. Um segundo momento de aprofundamento e consolidação dessas assimetrias é o ASPAN que almeja o absoluto controle territorial da América do Norte, incluindo a segurança e os movimentos migratórios. Em contraposição, os movimentos sociais procuram construir novos caminhos como a Alternativa para as Américas, pleiteando uma nova integração com complementaridade, trato especial, proteções e regulações de setores essenciais e estratégicos.Especificamente do México o que se espera é uma nova perspectiva voltada para o sul, para a América Latina”, explica.
Para Fátima Mello, da FASE/REBRIP, “temos novos governos e novas dinâmicas sociais que colocam possibilidades em aberto, mas não podemos deixar de reconhecer que existem outras dinâmicas em curso diametralmente opostas. Os acordos comerciais continuam avançando e isso mostra que as resistência devem ser reforçadas ao mesmo tempo em que procuramos construir as alternativas. Exemplos: acordos de propriedade intelectual impedem políticas de desenvolvimento tecnológico, imposições de privatizações em setores como água energia. A ALCA foi impedida por enquanto, mas os acordos avançam no plano bilateral ou no nível da OMC. A integração que queremos significa um novo projeto de desenvolvimento e também uma nova presença política da região, significa a possibilidade da construção de nossos projetos nacionais em conjunto. Integração essa que passa pela conexão da infra-estrutura, mas com discussão e participação nos projetos. Temos que buscar espaços políticos para a cooperação. O Mercosul apesar dos seus limites, aponta alguns caminhos a serem aprofundados como os fundos estruturais”.
Sebastian
Valdomir, da ONG Amigos da Terra, falou sobre a estrutura do
Mercosul. “ Os
sócios menores do MERCOSUL reivindicam fundos estruturais,
tratos especiais e diferenciados. São fortes as pressões
norte-americanas sobre o Uruguay e o Paraguai ofertando vantagens
adicionais. Dessa forma aumentam as zonas de obscuridade no processo
de integração, especialmente no que toca à
defesa e uso sustentável dos recursos naturais no bloco. Os
conflitos entre Uruguai e Argentina relativos à gestão
compartilhada do território demonstra isso. É preciso
estabelecer pontes de diálogo com os setores afetados de ambos
países. A experiência de integração
acumulada pelos movimentos sociais e pelas comunidades deve servir
para mudar a estrutura do Mercosul”disse.
PROCESOS DE INTEGRACIÓN Y DESARROLLO EN AMÉRICA LATINA:
DESAFÍOS Y OPORTUNIDADES PARA LA CONSTRUCCIÓN DE ALTERNATIVAS
ARTÍCULO 153 DE LA CONSTITUCIÓN DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA
“ La República promoverá y favorecerá la integración latinoamericana y caribeña, en aras de avanzar hacia la creación de una comunidad de naciones, defendiendo los intereses económicos, sociales, culturales, políticos y ambientales de la región. La República podrá suscribir tratados internacionales que conjuguen y coordinen esfuerzos para promover el
desarrollo
común de nuestras naciones, y que garanticen el bienestar de
los pueblos y la seguridad colectiva de sus habitantes” …
LÍNEAS GENERALES DEL PLAN DE DESARROLLO ECONÓMICO Y SOCIAL DE LA NACIÓN
2001
- 2007
EQUILIBRIO INTERNACIONAL
Objetivo
• Fortalecer la soberanía nacional y promover un mundo multipolar.
Estrategia
• Pluralización Multipolar.
Sub Objetivos
• Impulsar
la multipolaridad de la sociedad internacional.
• Promover
la integración latinoamericana y caribeña.
• Consolidar
y diversificar las relaciones internacionales.
• Promover
un nuevo régimen de seguridad integral hemisférico.
Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA)
•
Responde
a los intereses del capital transnacional, trayendo como consecuencia
la eliminación de los derechos económicos y sociales
consagrados por diversos instrumentos internacionales.
• Imposibilidad
del Estado de establecer políticas públicas tendientes
a lograr el
desarrollo social y económico del país.
• Privatización
de la educación, salud y otros derechos consagrados en la
Constitución de la República, trayendo como
consecuencia la profundización de la miseria, pobreza y
exclusión de nuestros pueblos.
Alternativa Bolivariana de las Américas (ALBA)
•
Proyecto
de integración latinoamericana basada en la complementariedad
económica y social y no en la competencia.
•
Verdadero
trato especial y diferenciado, tomando en cuenta el nivel de
desarrollo de los diversos países.
•
Respeto
a los valores sociales, culturales y ambientales de las comunidades.
ALCANCES DEL ALBA
• El MINEP, ha suscrito acuerdos con distintos Ministerios e Instituciones de otras naciones, dirigidas a promover el desarrollo social, con países como Argentina, Brasil, Cuba, Uruguay, entre otros. Acuerdos que entre sus líneas estratégicas se encuentran:
- La creación conjunta de proyectos socio-productivos, que fortalezcan pequeños emprendimientos, cooperativas y otros grupos asociativos, a ravés de capacitación y formación, financiamiento y acompañamiento.
Articulación de planes y programas, que motiven e impulsen el desarrollo económico y social de aquellos sectores, que se han encontrado excluidos.
ALCANCES DEL ALBA
• Apoyo en la creación de acuerdos entre cooperativas nacionales e internacionales, como también, proyectos de cooperación en diversos sectores, en el marco de uma integración solidaria y complementaria.
• Coadyuvar a la formación y consolidación de redes de cooperación internacional entre los actores de la economía popular, para garantizar un intercambio justo, horizontal y solidario.
• Promover
la articulación de sectores de la economía popular en
diversos países (cooperativas de integración), para
desarrollar procesos de complementariedad económica y social.
La Alternativa Bolivariana de las Américas … UNA REALIDAD
Acuerdos
de Integración
ÁREA
DE FORMACIÓN Y COMUNICACIÓN - Creación de una
Escuela Iberoamericana para el Cooperativismo
Objetivo
- Prestar formación y capacitación ideológica y
técnica, según los distintos sectores de producción.
ÁREA
MANUFACTURERA COMUNICACIÓN - Fortalecimiento de la Integración
Regional e Internacional
Objetivo
• Fortalecer y afianzar las cadenas productivas y comercializadoras de las cooperativas del sector textil.
Acuerdos
de Integración
ÁREA
DE TURISMO - Rutas de Liberación de América y los
Héroes de la Resistencia
Objetivo:
Creación y/o fortalecimiento de redes de empresas de servicios
turísticos de la economía popular iberoamericana, con
la participación protagónica de cooperativas garantizando
el turismo sostenible.
ÁREA HÁBITAT Y VIVIENDA - Creación de un Banco de Materiales e Insumos
Objetivo: Creación de un banco de materiales e insumos, con alcance latinoamericano que
atienda todas las necesidades de las distintas organizaciones sociales de hábitat y vivienda.
Acuerdos
de Integración
ÁREA
AGRÍCOLA - Fondo Ético de Desarrollo Regional del
Cooperativismo y la Asociatividad
Objetivo:
Financiar proyectos que propicien lai nteracción de
cooperativas y otras formas asociativas.
ÁREA DE FINANCIAMIENTO - Integración de Desarrollo Inmediato
Objetivo:
-
Establecer cadenas
agroalimentarias.
-
Red de tiendas cooperativas - MERCAL- COOP
-
Red de Tiendas Virtuales de productos exportables.
Acuerdos
entre diferentes Actores y el MINEP
Propuesta
de Memorándum de Entendimiento MINEP, PEQUIVEN y Nicaraocoop
(Nicaragua)
Objetivo:
-
Desarrollo de Comercialización Solidaria en doble vía
entre Centroamérica y Venezuela.
-
Dotación de Urea y fertilizante a Nicaragua.
-
Fortalecimiento de los NUDE a través de cursos formativos y de
capacitación.
-
Asesorías en materia de comercialización.
Propuesta de Acuerdo MINEP y Foro Brasileño de Economía Solidaria (Brasil)
Objetivo:
implementación del trueque solidario y monedas sociales en
Núcleos de Desarrollo Endógeno (Venezuela) y la
creación de un NUDE Binacional Brasil- Venezuela.
Acuerdos
entre diferentes Actores y el MINEP
Propuesta de Acuerdo:
Ministerio
para Economía Popular (MINEP) y la Federación Nacional
de Vivienda Popular (Colombia).
Objetivo:
Desarrollar un proceso de creación y fortalecimiento de organizaciones populares para el desarrollo autogestionario en el sector.
Creación de escuela de formación Educadores Sociales.
Diseño de Mecanismo Financiero y Creación de un programa de compras masivo.
Propuesta de Acuerdo:
Ministerio
para Economía Popular (MINEP) y Justa Trama - Unisol (Brasil)
Objetivo:
-
Fortalecer la cadena productiva cooperativa del sector textil en
Venezuela, a través de la formación y transferencia de
tecnológica de la red de Brasil.
Acuerdos entre diferentes Actores y el MINEP
Propuesta de Acuerdo
Ministerio
para Economía Popular (MINEP) y MOLMATRIC (España)
Objetivo
Desarrollar una industria cooperativa para la elaboración de moldes, matrices y piezas para ferrocarriles y servicios de mantenimiento, con cooperativas venezolanas a través del apoyo tecnológico por parte de MOLMATRIC.
Boletim Forum Social Mondial
14
de fevereiro de 2006
Índice
1.
FSM 2006 policêntrico Karachi será de 24 a 29 de março
de 2006
2.
Números do FSM 2006 policêntrico Américas e II
FSA
3.
Memória do FSM 2006 Bamako
4.
Balanços e avaliações
5.
II Fórum Social Brasileiro acontece em Recife, de 20 a 23 de
abril de 2006
1. FSM 2006 policêntrico Karachi será de 24 a 29 de março de 2006
O
FSM 2006 policêntrico Karachi (Paquistão) já tem
uma nova data: 24 a 29 de março de 2006. Todas as inscrições
para participar do evento foram prorrogadas até o próximo
dia 15 de fevereiro. Em breve, estarão abertas as inscrições
de imprensa. Veja aqui os links para cada inscrição. Os
formulários estão em inglês:
Atividades: http://www.wsf2006karachi.org/howtoreg.html
Organizações e seus delegados:
http://www.wsf2006karachi.org/registration/organizations.aspx
Indivíduos: http://www.wsf2006karachi.org/registration/individual.aspx
Voluntários: http://www.wsf2006karachi.org/registration/volunteer.aspx
Veja também a lista de atividades já inscritas no evento:
http://www.wsf2006karachi.org/registeredevents.html
2. Números do FSM 2006 policêntrico Américas e II FSA
O Fórum Social Mundial 2006 Américas, realizado entre 24 a 29 de janeiro de 2006, em Caracas (Venezuela) contou com a participação de aproximadamente 80 mil inscritos em 2 mil atividades. Veja aqui esses e outros números desse evento.
Participantes
individuais: 53.000
Delegados
(vinculados a organizações): 19.000
Organizações:
2.500
Voluntários:
3.000
Jornalistas:
4.900
Atividades:
cerca de 2.000
Atividades
por eixo:
Eixo
1 - Poder, política e lutas pela emancipação
social: 493
Eixo
2 - Estratégias imperialistas e resistências dos povos:
314
Eixo
3 - Recursos e direitos para a vida: alternativas ao modelo
civilizatório depredador: 272
Eixo
4 - Diversidades, identidades e cosmovisões em movimento: 132
Eixo
5 - Trabalho, exploração e reprodução da
vida: 183
Eixo
6 - Comunicação, culturas e educação:
dinâmicas e alternativas democratizadoras: 389
Atividades propostas por países:
Brasil:
450
Venezuela:
400
Colômbia:
150
Estados
Unidos: 115
Argentina:
120
Cuba:
65
Equador:
60
Canadá:
40
França:
30
Espanha:
25
Chile:
25
Atividades
culturais: 200
Delegações
mais numerosas: Venezuela, Colômbia e Brasil.
3.
Memória do FSM 2006 policêntrico Bamako (Mali)
O
FSM 2006 policêntrico Bamako ocorreu no Mali, entre os dias 19
a 23 de janeiro de 2006. Clique aqui e veja informações
sobre os temas do evento, a programação, o acampamento
da juventude etc. Em breve serão divulgados os números
do evento.
4.
Balanços e avaliações
Leia
os primeiros balanços e avaliações sobre o FSM
2006 Bamako (Mali), ocorrido de 19 a 23 de janeiro de 2006 e o FSM
2006 policêntrico Américas e II FSA, realizado em
Caracas (Venezuela), de 24 a 29 de janeiro de 2006.
-
Antônio Martins - Que outro mundo é possível
(português) (inglês)
-
Bilbo - Askapena organiza una campaña para sensibilizar y
buscar la solidaridad con los pueblos originarios (castelhano)
-
Boaventura de Souza Santos - O mundo solidário, 2006
(português)
-
Cândido Grzybowski - Nova cultura política contra a
globalização neoliberal (português)
-
Cândido Grzybowski - Um Fórum Social Múltiplo
(português)
-
Cândido Grzybowski - Fórum Social Mundial - a reinvenção
da democracia (português)
-
Cristina Charão - Sobre Mister Danger e a revolução
(português)
-
Daniel Fonseca - Socialismo ou morte (português)
-
Emir Sader - FSM: Da resistencia à luta por um mundo
posneoliberal ou a intranscendencia (português) (castelhano)
-
Fausto Torrez - Los tres Foros de marzo 2006 (castelhano)
-
Francisco Whitaker - O Forum Social Mundial Policentrico de 2006: o
que está em jogo, os desafios (português) (francês)
(inglês)
-
Informes Abong 337 - O Fórum Social Mundial 2006 (português)
-
Israel Arkonada - Otro Foro es posible (y necesario) (castelhano)
-
Jacobo Torres de Leon - Culminó el Foro Social Mundial.
Nuestra lucha continua (castelhano)
-
Marco Aurélio Weissheimer - Outro socialismo é
possível? Esquerda debate agenda para o século 21
(português)
-
Gilberto Maringoni - FSM CARACAS - Gigantinho 2 - A missão
(primeira parte) (português), FSM CARACAS - Gigantinho 2 - A
missão, Parte 2 (português)
-
Mike Rhodes - World Social Forum Wrap Up (inglês)
-
Natalie Obiko Pearson - Activists Hold Separate Forum in Venezuela
(inglês)
-
Pierluigi Sullo - Bamako e Caracas (italiano)
-
Sergio Ferrari - El Foro Social de Caracas: Con rostro
latinoamericano (castelhano)
-
Sékouba Savane - Charte du futur africain : La feuille de
route entre Bamako et Nairobi (francês)
-
Sergio Ferrari - Caracas y el debate de ideas (castelhano)
-
Verónica León-Burch - El pasado el presente y el futuro
del FSM (castelhano)
-
Walden Bello e Mary Lou Malig - El sexto FSM en Caracas: un nuevo
impulso para la sociedad civil mundial (castelhano)
-
Zarina Geloo - Viva Bamako! Afrocentric Forum is a success (inglês)
5. II Fórum Social Brasileiro acontece em Recife, de 20 a 23 de abril
A
segunda edição do Fórum Social Brasileiro será
realizada entre os dias 20 e 23 de abril de 2006, em Recife (PE). Nos
dias 13 e 14 de fevereiro acontece um seminário para discutir
os preparativos do evento. O seminário acontece na mesma
cidade que sediará o II FSB
Mais
informações, escreva para organiza@fsb.org.br. O site
www.fsb.org.br em breve voltará ao ar. Por favor, aguardem.
Escritório do FSM
Endereço:
Rua General Jardim, 660, 7 andar, São Paulo - SP- Brasil, Cep:
01223-010
Site:
www.forumsocialmundial.org.br
Contatos
de cada evento do FSM 2006 policêntrico
Bamako
(Mali)
espaceforum@afribone.net.ml
www.fsmmali.org
Telefone:
223 901 75 53
Endereço:
Hamadallaye ACI 2000 Rue 430 - Porte 89, Bamako - Mali
Caracas
(Venezuela)
fsmcaracas@forosocialamericas.org
fsa@forosocialamericas.org
www.forosocialmundial.org.ve
Telefone/fax:
58 212 208-4823
Endereço:
Avenida Francisco de Miranda, Edifício sede Mintur, piso 5 -
La Floresta - Caracas, Venezuela
Karachi
(Pakistan)
mail@wsf2006karachi.org
www.wsf2006karachi.org
Telefone:
92 21 824-0716 Fax: 92 21 824-0714
Endereço:
43-4B, Block-6, P.E.C.H.S, Behind Nursery Market, Karachi, Pakistan.

Contatos




