Com pinturas de guerra,
representantes de várias aldeias indígenas cantaram e
apitaram hoje (4) em protesto contra a construção das
usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Girau, no Rio
Madeira, em Rondônia.
Ele estão em Porto Velho
para discutir as conseqüências do Complexo com
organizações não-governamentais e movimentos
sociais. O líder indígena Zacarias Gavião
enfatizou que o empreendimento vai comprometer a saúde do rio,
além de inundar a história cultural que construíram
há dezenas de anos às margens do rio.
"Não
vamos ter mais o peixe e também a obra vai destruir várias
plantas medicinais que só existem na beira do rio. Nossa
cultura também estará indo para o fundo. O sentimento
histórico do Povo Gavião será inundado. Então,
estamos unidos para protestar contra esse projeto do governo,
defendendo a dignidade do nosso povo", disse Gavião.
O
projeto das usinas foi desenvolvido por Furnas Centrais Elétricas
em parceria com a construtora Norberto Odebrecht. O pedido de
licenciamento ambiental foi encaminhado ao Ibama em junho do ano
passado e no início desse ano, o órgão pediu
estudos complementares, que já foram entregues e agora estão
sendo analisados.
Para o engenheiro Acyr Gonçalves, da
coordenação ambiental de Furnas, o projeto é
viável, tanto do ponto de vista econômico quanto
ambiental e social. Ele explicou que a implantação do
complexo prevê um conjunto de medidas para diminuir os
problemas que podem acontecer. "Também estamos prevendo
potencializar as oportunidades que o empreendimento vai oferecer para
a região. É papel do empreendedor e da sociedade cuidar
para que os benefícios sejam realmente implantados na região",
disse.
Ainda segundo o engenheiro, o projeto foi elaborado
para atender uma necessidade de incorporação de mais
energia na matriz elétrica do país e evitar qualquer
desabastecimento nacional.
Esta matéria foi reproduzida no site RondoNoticias; Panorama Brasil

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