Cristiane
Ribeiro
Enviada especial
Porto Velho - Representantes de organizações não-governamentais de todo o país se reúnem hoje na capital de Rondônia para discutir os impactos ambiental e social causados pela construção das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira.
O Complexo do Rio Madeira, em Rondônia, envolve também a implantação de uma hidrovia para o transporte de carga e de soja pelo Oceano Pacífico, passando pela Bolívia e pelo Peru.
O encontro das ongs e de movimentos sociais será aberto com o lançamento de um documento pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) mostrando a preocupação com o impacto social do projeto.
O encontro termina no sábado e, até lá, estão previstas várias palestras. Na tarde de hoje os movimentos sociais promovem uma barqueata no Rio Madeira.
Lançado pelo
governo federal em junho do ano passado, o projeto ainda não
começou a ser desenvolvido porque não conseguiu o
licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e
Recrusos Naturais Renováveis (Ibama).
A sociedade civil
tem se mobilizado por causa do impacto que o projeto deve provocar no
meio ambiente, como o alagamento de uma extensa área onde mais
de 2 mil pessoas vivem da pesca às margens do Rio Madeira.
A
construção das duas usinas está orçada em
R$ 20 bilhões. Juntas, as obras vão gerar 6.450
Megawatts, mais de metade da energia produzida pela Hidrelétrica
de Itaipu.
De acordo com a assessoria de imprensas do Ibama,
continua sendo analisada a complementação dos estudos
ambientais solicitadas a Furnas Centrais Elétricas, uma das
responsáveis pelo projeto, e que ainda não há
previsão para o término da avaliação.

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