Estavam presentes dez convidados para discutir o assunto, a maioria deles diretores ou representantes do setor energético. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada, mas não compareceu ao debate. Entre eles, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; o diretor de Engenharia das Centrais Elétricas brasileiras (Eletrobrás), Luciano Nobre Varella; a diretora de projetos da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Moema Sá; o diretor de infra-estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Martinho dos Santos; o diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Luiz Felippe Kunz Junior; o diretor geral da ANEEL, Amilton Geraldo; representante de Furnas, Antonio de Pádua Guimarães; o superintendente de Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Ricardo Furtado; o presidente da Associação dos Produtores de Energia Elétrica (APINE), Luiz Fernando Vianna e o presidente da Câmara Brasileira de Investidores de Energia Elétrica (CBIEE), Cláudio Sales.
Durante a Audiência ficou bastante claro a pressão das empresas privadas do setor energético com relação ao licenciamento ambiental. Muitos deles consideram a demora do licenciamento um entrave para a construção das usinas. O diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do IBAMA, Luiz Kunz Jr., debateu esta questão e explicou que não é fácil aprovar o licenciamento ambiental de uma região do porte da do complexo Madeira. “Poderá acontecer impactos irreparáveis àquela região, às espécie de peixes, às populações ribeirinhas e às comunidades indígenas que vivem ali. Muitas destas comunidades têm os peixes como única fonte de alimentação. De acordo com ele, o IBAMA concluiu a necessidade de aprofundamento dos estudos de impactos ambientais antes de aprovar o licenciamento”, explicou.
Outra solicitação do setor energético foi com relação uma maior competitividade para o domínio da obra. As empresas reivindicam uma maior oportunidade de participação nos trabalhos de instalação e construção do projeto do complexo do Rio madeira, pois será um dos maiores empreendimento do governo, orçado em 20 bilhões de reais.
Cláudio Sales, presidente da Câmara Brasileira de Investidores de Energia Elétrica (CBIEE), falou sobre os altos custos de um projeto de alto porte, e enfatizou que quanto mais dificuldades existem para a viabilização da obra, mais altos serão os custos. Disse ainda que os aumentos de custos principalmente devido aos entraves por exigências ambientais faz chegar uma energia mais cara ao consumidor.
Nova
audiência
No
próximo dia 16/05 (terça-feira), a Comissão da
Amazônia promoverá uma nova audiência para
discutir as potencialidades de negócio na região que
possam ajudar a impulsionar a economia local.

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