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Mais U$S 70 bilhões para o BID

作者:Rede Brasil 上次修改时间: 2010-04-20 16:22

A Assembléia de Governadores do BID, que aconteceu em Cancun, no México, entre os dias 21 e 23 de março, aprovou um aumento de capital de US$ 70 bilhões, o maior já aprovado na história do banco.

Deste valor total, apenas US$ 1,7 bilhão será repassado efetivamente ao banco, em cinco parcelas anuais. O restante será repassado pelos países, caso haja necessidade. Ao Brasil caberá uma fatura equivalente às cotas que o País possui no interior da instituição, ou seja, 10,75%. Isso significa um valor aproximado de US$ 180 milhões, que serão pagos ao longo dos próximos cinco anos. De qualquer forma, o País comprometeu US$ 7,5 bilhões.

Se dependesse apenas do presidente do BID, Luis Alberto Moreno, a mordida teria sido maior. O banco abriu as negociações para a capitalização pedindo US$ 170 bilhões, mas precisou baixar as expectativas diante da conjuntura. Resignado com o valor final aprovado, declarou “o melhor acordo é o que sai”.

O fiel da balança parece ter sido os Estados Unidos. Maior acionista do BID, com uma cota de 30% dos votos, os estadunidenses chegaram a Cancun defendendo um aumento de capital de apenas US$ 60 bilhões e com uma lista de condicionalidades para o novo aporte. Tais como: imposição de metas econômicas orientadas pelo FMI, mesmo para os países que já não possuem acordo com o fundo e uma série de normas ambientais. Por trás da postura dos EUA há uma enorme pressão fiscal decorrente da crise econômica global e a necessidade de atender as demandas de outros bancos multilaterais, tais como o Banco Mundial, que, assim como o BID, também estão passando o chapéu em tempos de crise.

Já o Brasil saiu contrariado da reunião. Para o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, “perdemos a oportunidade de construir o banco que a região merece”. O País defendeu um aumento da capacidade de alavancagem do banco bem como uma flexibilização no limite de empréstimos ao setor privado, que hoje está em 10%. (Conseguiu 20% para setor privado).

Nota da Contra Corrente Virtual: A afirmação do ministro nos remete à uma reflexão: o banco que a região merece não deveria ser o Banco do Sul? - que deveria ser construído a partir de uma proposta de financiamento alternativo, justo e solidário, mas que está engavetado por falta de vontade política, principalmente do Brasil.