Taxa Robin Hood – para ajudar quem?
Uma proposta que está sendo muito debatida no cenário financeiro mundial é a da criação de uma taxa internacional sobre transferências financeiras, uma proposta ao estilo da Taxa Tobin, ou também do que alguns chamam de Taxa Robin Hood. A idéia, que é antiga e é a principal bandeira política da organização ATTAC, é criar um tributo que incida sobre as transações financeiras e que gere recursos que possam ser alocados em fundos globais de combate à pobreza ou até mesmo em programas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como alguns grupos ambientalistas estão defendendo. A proposta, que será tema central da reunião do G20 que acontecerá no Canadá nos dias 26 e 27 de junho, está sendo formulada no âmbito de um grupo de trabalho, do qual o Brasil faz parte. No entanto, há uma série de questões em aberto ainda.
O FMI produziu um relatório recente em que não defende a criação da taxa mas também não diz que é uma proposta inviável. Alguns grupos acreditam que o estabelecimento da taxa poderia ser uma sinalização de que os mercados financeiros terão que devolver toda a grana que foi gasta a partir dos Estados para salvar os bancos no auge da crise. Isso, no entanto, significa que a taxa não estaria a serviço do seu objetivo inicial de funcionar como mecanismo de transferência de renda dos países do Norte em relação aos países do Sul.